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quarta-feira, 22 de junho de 2016

Angustia - Anton Tchekhov

(1886). A quem confiar minha tristeza?

               Crepúsculo vespertino. Uma neve úmida, em grandes flocos, remoinha preguiçosa junto aos lampiões recém-acesos, cobrindo com uma camada fina e macia os telhados das casas, os dorsos dos cavalos, os ombros das pessoas, os chapéus. O cocheiro Iona Potapov está completamente branco, como um fantasma. Encolhido o mais que pode se encolher um corpo vivo, está sentado na boleia, sem se mover. Tem-se a impressão de que, mesmo que caísse sobre ele um montão de neve, não consideraria necessário sacudi-la... Seu rocim está igualmente branco e imóvel. Graças a sua imobilidade, à angulosidade das formas e à perpendicularidade de estaca de suas patas, parece mesmo, de perto, um cavalinho de pão-de-ló de um copeque. Seguramente, ele está imerso em meditação
                Não pode deixar de meditar quem foi arrancado do arado, da paisagem cinzenta e familiar, e atirado nessa voragem, repleta de luzes monstruosas, de um barulho incessante e de gente correndo...
                Faz muito tempo que Iona e seu rocim não se mexem do lugar. Saíram de casa ainda antes do jantar, e, até agora, não apareceu trabalho. Mas, eis que a treva noturna desce sobre a cidade. A palidez das luzes dos lampiões cede lugar a cores vivas e a confusão das ruas torna-se mais barulhenta.
              - Cocheiro, para a Víborgskaia! - ouve Iona. - Cocheiro!
              Estremece e vê, através das pestanas cobertas de neve, um militar de capote com capuz. -                     Para a Viborgskaia! - repete o militar. - Está dormindo? Para a Víborgskaia!
              Em sinal de consentimento, Iona puxa as rédeas, e a neve cai em camadas de seus ombros e do dorso do cavalo... O militar senta-se no trenó. O cocheiro faz ruído com os lábios, estende o pescoço à feição de cisne, ergue-se um pouco e agita o chicote, mais por hábito que por necessidade. O cavalinho estica também o pescoço, entorta as pernas, que parecem estacas, e desloca-se com indecisão...
              - Onde vai, demônio?! - ouve, logo depois, Iona exclamações partidas da massa escura de gente, que se desloca em ambos os sentidos. - Para onde te empurram os diabos? Mantenha-se à direita!
             - Não sabe dirigir! Olha a direita - zanga-se o militar.
              O cocheiro de uma carruagem solta impropérios; um transeunte, que atravessou a rua correndo e chocou-se com o ombro contra a cara do rocim, lança um olhar rancoroso e sacode a neve da manga. Na boleia, Iona parece sentado sobre alfinetes e aponta com os cotovelos para os lados; seus olhos tontos perpassam pelas coisas, como se não compreendesse onde se encontra e o que está fazendo ali.
             - Que gente canalha! - graceja o militar. - Eles se esforçam em chocar-se contra você ou cair embaixo do cavalo.
             Combinaram isso.
             Iona volta-se para o passageiro e move os lábios...
             Sem dúvida, quer dizer algo, mas apenas uns sons vagos lhe saem da garganta.
            - O quê? - pergunta o militar.
             Iona torce a boca num sorriso, faz um esforço com a garganta e cicia:
             - Pois é, meu senhor, assim é... perdi um filho esta semana.
             - Hum!... De que foi que morreu?
             Iona volta todo o corpo na direção do passageiro e diz:
             - Quem é que pode saber! Acho que foi de febre... Passou três dias no hospital e morreu... Deus quis.
            - Dá a volta, diabo! - ressoa nas trevas uma voz. - Não está mais enxergando, cachorro velho?              É com os olhos que tem que olhar!
            - Anda, anda... - diz o passageiro. - Assim, não chegamos nem amanhã. Mais depressa!
            O cocheiro estica novamente o pescoço, ergue-se um pouco e agita o chicote, com uma graciosidade pesada. Depois, torna a olhar algumas vezes para o passageiro, mas este fechou os olhos e parece pouco disposto a ouvir. Depois de deixá-lo na Víborgskaia, pára diante de uma taverna, encurva-se sobre a boleia e fica novamente imóvel... A neve molhada torna a pintá-lo de branco, juntamente com o rocim. Decorre uma hora... outra...
             Três jovens passam pela calçada, fazendo muito barulho com as galochas e trocando impropérios: dois deles são altos e magros, o terceiro é pequeno e corcunda.
            - Cocheiro, para a Ponte Politzéiski! - grita o corcunda, com voz surda. - Damos vinte copeques... os três!
             Iona sacode as rédeas e faz ruído com os lábios. Vinte copeques são um preço inadequado, mas, agora, pouco lhe importa o preço... Tanto faz seja um rublo ou cinco copeques, contanto que haja passageiros... Empurrando-se e soltando palavrões, os jovens acercam-se do trenó e sobem para os assentos, os três ao mesmo tempo. Começam a discutir a questão: dois deles irão sentados, e quem vai ficar de pé?
             Depois de uma longa troca de insultos, manhas e recriminações, chegam à conclusão de que o corcunda é quem deve ficar de pé, por ser o menor.
             - Bem, faz o cavalo andar! - grita com voz trêmula o corcunda, ajeitando-se de pé e soprando no pescoço de Iona. - Dá nele! Que chapéu você tem, irmão! Não se encontra um pior em toda
Petersburgo...
             - Hi-i... hi-i... - ri Iona. - Assim é...
             - Ora, você assim é, bate no cavalo! Vai andar desse jeito o tempo todo? Sim? E se eu te torcer o pescoço?
            - Estou com a cabeça estalando... - diz um dos moços compridos. - Ontem, em casa dos Dukmassov, eu e Vaska(2) tornamos quatro garrafas de conhaque.
            Não compreendo para que mentir! - irrita-se o outro moço comprido. - Mente como um animal.
            - Que Deus me castigue, é verdade...
            - Tão verdade como um piolho tossindo.
            - Hi-i! - ri Iona entre dentes. - Que senhores alegres!
            - Irra, com todos os diabos!... - indigna-se o corcunda. - Você vai andar ou não, velha peste? É assim que se anda? Estala o chicote no cavalo! Eh, diabo! Eh! Dá nele!
Iona sente, atrás de si, o corpo agitado e a voz trêmula do corcunda. Ouve os insultos que lhe são dirigidos, vê gente, e o sentimento de solidão começa, pouco a pouco, a deixar-lhe o peito. O corcunda continua os impropérios e, por fim, engasga com um insulto rebuscado, descomunal, e desanda a tossir. Os moços compridos começam a falar de uma certa Nadiejda Pietrovna. Iona volta a cabeça para olhá-los. Aproveitando uma pausa curta, olha mais uma vez e balbucia:
             - Esta semana... assim, perdi meu filho!
             - Todos vamos morrer. - suspira o corcunda, enxugando os lábios, após o acesso de tosse. - Bem, bate nele, bate nele! Minha gente, decididamente, não posso continuar andando assim! Esta corrida não acaba mais?
            - Você deve animá-lo um pouco... umas pancadas no pescoço!
            - Está ouvindo, velha peste? Vou te moer o pescoço de pancada! Não se pode fazer cerimônia com gente como você, senão é melhor andar a pé! Está ouvindo, Zmiéi Gorínitch(3)? Ou você não se importa com o que a gente diz?
           E Iona ouve, mais que sente, os sons de uma pancada no pescoço.
          - Hi-i... - ri ele. - Senhores alegres... que Deus lhes dê saúde!
          - Cocheiro, você é casado? - pergunta um dos compridos.
           Eu? Hi-i... que senhores alegres! Agora, só tenho uma mulher, a terra fria... Hi-ho-ho... O túmulo, quer dizer!... Meu filho morreu, e eu continuo vivo... Coisa esquisita, a morte errou de porta... Em vez de vir me buscar, foi procurar o filho...
          E Iona volta-se, para contar como lhe morreu o filho, mas, nesse momento, o corcunda solta um suspiro de alívio e declara que, graças a Deus, chegaram ao destino. Tendo recebido vinte copeques, Iona fica por muito tempo olhando os pândegos, que vão desaparecendo no escuro saguão.          Está novamente só e, de novo, o silêncio desce sobre ele... A angústia que amainara por algum tempo torna a aparecer, inflando-lhe o peito com redobrada força. Os olhos de Iona correm, inquietos e sofredores, pela multidão que se agita de ambos os lados da rua: não haverá, entre esses milhares de pessoas, uma ao menos que possa ouvi-lo? Mas a multidão corre, sem reparar nele, nem na sua angústia... Uma angústia imensa, que não conhece fronteiras. Dá a impressão de que, se o peito de Iona estourasse e dele fluísse para fora aquela angústia, daria para inundar o mundo e, no entanto, não se pode vê-la. Conseguiu caber numa casca tão insignificante, que não se pode percebê-la mesmo de dia, com muita luz...
            Iona vê o zelador de uma casa, carregando um embrulho, e resolve travar conversa.
           - Que horas são, meu caro? - pergunta.
           - Mais de nove... Por que você parou aqui? Passa!
           Iona afasta-se alguns passos, torce o corpo e entrega-se à angústia... Considera já inútil dirigir-se às pessoas. Mas, decorridos menos de cinco minutos, endireita-se, sacode a cabeça, como se houvesse sentido uma dor aguda e puxa as rédeas... Não pode mais.
          "Para casa", pensa, "para casa".
           E o cavalinho, como se tivesse compreendido seu pensamento, começa a trotar ligeiramente.                Uma hora e meia depois, Iona está sentado junto ao fogão grande e sujo. Há gente roncando em cima do fogão, no chão e sobre os bancos. O ar é abafado, sufocante... Iona olha para os que dormem, coça a cabeça e lamenta haver voltado tão cedo para casa...
          "Não ganhei nem para a aveia", pensa. "Daí essa angústia. Uma pessoa que conhece o ofício... que está bem alimentada e tem o cavalo bem nutrido também, está sempre calma..."
           Num dos cantos, levanta-se um jovem cocheiro, funga, sonolento, e arrasta-se para o balde d'água.
          - Ficou com sede? - pergunta Iona.
         - Com sede, sim!
         - Bem... Que lhe faça proveito... Pois é, irmão, e eu perdi um filho... Está ouvindo? Foi esta semana, no hospital... Que coisa!
          Iona procura ver o efeito que causaram suas palavras, mas não vê nada. O jovem se cobriu até a cabeça e já está dormindo. O velho suspira e se coça... Assim como o jovem quis beber, assim ele quer falar. Vai fazer uma semana que lhe morreu o filho e ele ainda não conversou direito com alguém sobre aquilo... É preciso falar com método, lentamente...
           É preciso contar como o filho adoeceu, como padeceu, o que disse antes de morrer e como morreu... É preciso descrever o enterro e a ida ao hospital, para buscar a roupa do defunto. Na aldeia, ficou a filha Aníssia... É preciso falar sobre ela também... De quantas coisas mais poderia falar agora?            O ouvinte deve soltar exclamações, suspirar, lamentar... E é ainda melhor falar com mulheres.              São umas bobas, mas desandam a chorar depois de duas palavras.
          "É bom ir ver o cavalo", pensa Iona. "Sempre há tempo para dormir..."
           Veste-se e vai para a cocheira, onde está seu cavalo. Iona pensa sobre a aveia, o feno, o tempo... Estando sozinho, não pode pensar no filho... Pode-se falar sobre ele com alguém, mas pensar nele sozinho, desenhar mentalmente sua imagem, dá um medo insuportável...
            Está mastigando? - pergunta Iona ao cavalo, vendo seus olhos brilhantes. - Ora, mastiga, mastiga...
          Se não ganhamos para a aveia, vamos comer feno... Sim... Já estou velho para trabalhar de cocheiro... O filho é que devia trabalhar, não eu... Era um cocheiro de verdade... Só faltou viver mais...
          Iona permanece algum tempo em silêncio e prossegue:
          - Assim é, irmão, minha egüinha... Não existe mais Kuzmá Iônitch... Foi-se para o outro mundo...
          Morreu assim, por nada... Agora, vamos dizer, você tem um potrinho, que é teu filho... E, de repente, vamos dizer, esse mesmo potrinho vai para o outro mundo... Dá pena, não é verdade?
          O cavalinho vai mastigando, escuta e sopra na mão de seu amo... Iona anima-se e conta-lhe tudo...

(1). Versículo de um canto da Igreja Russa.
(2). Diminutivo de Vassíli.
(3). Nas lendas russas, um dragão que repreeenta o mal. No entanto, o nome Gorínitch dá também ideia de tristeza, aflição

Atividade

1) Justifique o título deste conto.
2) Descreva Iona relatando o maior número possível de características.
3) Relacione as características do ambiente com a Angústia de Iona.
4) Explique o que simboliza o filho perdido para a vida de Iona justificando com argumentos apresentados no conto.
5) “na boleia, Iona parece sentado sobre alfinetes”.
Cite motivos pelos quais o narrador faz tal comentário.
6) Defina com palavras os sentimentos de Iona. Justifique cada palavra que você escolheu.
7) É possível perceber uma clara diferenciação entre as classes sociais no conto. Explique esta afirmação e comprove sua resposta com passagens do texto.
8) Qual era a “sede” de Iona?








19 comentários:

lollyclarkk disse...

Adorei o conto, ele foi muito bem escrito, embora o texto esteja numa linguagem que se encontra "ultrapassada", por terem palavras que não estejam mais no nosso uso do dia a dia.
Um ponto do texto que eu gostei muito foi de como ele traz comparações do sentimento do personagem com algumas ações e situações mais fisicas. Gostei também de como o autor coloca sempre o sentimento do personagem em relação a uma determinada situação

Daniel Ferreira disse...

Gosto de como o autor acentua detalhes mínimos, e expressa cada sentimento de Lona de maneiras físicas e psicológicas, um conto muito bom e interessante, mesmo usando uma linguagem um pouco desconhecida

José Manoel Alves Garcia disse...

Gostei bastante , No texto fala que nós seres humanos estamos cada vez mais compartilhado nossos problemas e sentimentos para nossos animais de estimação aqueles que podemos confiar e guardar nossos segredos,porque no mundo que vivemos estamos cada vez mais distante dos seres humanos, que são na maioria das vezes falsos,invejosos, e que não podemos contar.

Ana Luiza Alvarez disse...

Gostei do conto, achei interessante a linguagem usada, gostei de como é mostrado o sentimento de tristeza e o sentimento de angústia de Lona, após perder seu filho e por não ter com quem desabafar, apenas seu animal

joão vitor disse...

achei um texto muito bom e bem elaborado,não consegui compreender algumas palavras e algumas partes do texto, pois não está no meu dia-dia certas palavras do texto.E a parte que mais me chamou a atenção foi essa 'Mas a multidão corre, sem reparar nele, nem na sua angústia... Uma angústia imensa, que não conhece fronteiras.' pelo que eu entendi quis dizer que o cada vez mais o ser humano não anda se importa com o próximo.

Fernanda Coelho disse...

O conto fala sobre como as pessoas estão cada vez mais desconectadas umas das outras e insensíveis aos problemas dos outros, também fala sobre como é importante conversar sobre seus problemas com alguém que você confia

Mariana Pereira disse...


O conto nos mostra que existem certas situações na vida que devemos compartilhar com outras pessoas,porém essas podem estar tão distraídas com seus problemas que talvez não reparem,ou simplesmente ignorem o que está acontecendo com as pessoas ao redor;então nos vemos nessecitados de soltar tudo ao primeiro ser vivo que mostrar interesse (nesse caso o cavalo).
O homem necessitava apenas desabafar todos os seus sentimentos com relação a morte do filho,porém ao não encontrar interesse por parte das pessoas ele se sentiu obrigado a falar com seu único confidente,o cavalo.
Por Mariana Pereira.

Mariana Pereira disse...

O conto nos mostra que existem certas situações na vida que devemos compartilhar com outras pessoas,porém essas podem estar tão distraídas com seus problemas que talvez não reparam,ou simplesmente ignoram o que está acontecendo com as pessoas ao redor.
O homem necessitava apenas desabafar todos os seus sentimentos com relação a morte do filho,mas os não encontrar interesse por parte das pessoas ele se sentiu obrigado a falar com seu único confidente,o cavalo.
Dando um fim a terrível angustia que o consumia.

Mariana Pereira disse...

O conto nos mostra

Mariana Pereira disse...

O conto nos mostra que existem certas situações na vida que devemos compartilhar com outras pessoas,porém essas podem estar tão distraídas com seus problemas que talvez não reparem, simplesmente ignorem o que está acontecendo com as pessoas ao redor.
O homem necessitava apenas desabafar todos os seus sentimentos com relação a morte do filho,mas ao não encontrar interesse por parte das pessoas ele se sentiu obrigado a falar com seu único confidente,O cavalo.
Dando um fim a terrível angustia que o consumia.

Giovanna Barros de lima disse...

gostei muito do texto mesmo usando uma linguagem desconhecida e difícil de entender, mas o conto fala sobre os sentimentos de lona que ela não conseguia muitas vezes compartilhar com seres humanos por isso compartilhava com o animal, que as vezes é uma das melhores formas de “desabafar”

Giovanna Barros de lima disse...

eu gorarei muito do conto mesmo usando uma linguagem um pouco desconhecida e difícil de entender, mas o texto passa os sentimentos de lona e como as vezes ela não conseguia conversar com os seres humanos para falar sobre a sua angústia por ter acabado de perder um filho e por isso falava com o animal.

Erika Rodriguês disse...

Gostei! O texto conseguiu me prender para saber o que iria acontecer na narrativa. É interessante os detalhes que o autor coloca sobre os sentimentos de Lona e de como ele lida com isso. Mostra também que as vezes precisamos parar para ouvir uma pessoa para aliviar a angústia dela.

Giovanna Barros de lima disse...

gostei muito do conto, mesmo o autor usando uma linguagem diferente e um pouco difícil de compreender, mas o texto mostra os sentimentos de lona, como ela não conseguia falar com os seres humanos sobre a sua angústia por ter acabado de perder um filho e por isso ela falava com o animal.

Guilherme Valêncio disse...

Gostei do conto,as pessoas não confiam mais umas nas outras e contando pros animais, porque são as únicas pessoas que elas podem deaabafar

Unknown disse...

Achei a forma como o autor da enfase nas emoções do Iona e a forma que ele pensa sobre tudo muito interessantes , ele demostra que mesmo num lugar cheio de pessoas nem sempre elas estão prestando atenção no que você está sentindo e nem sempre estão te ouvindo, estão tão ocupadas com coisas do cotidianos que esquecem de ver como esta seus semelhantes

Guilherme Valêncio disse...

Gostei do conto, as pessoas não confiam umas nas outras e acabam desabafando com os animais porque as pessoas não amigos confiáveis para se dasabafar

Livia mm disse...

Achei interessante como o autor da enfase nas emoções que Iona está sentindo e da forma que ele vê cada situação. Ressaltando que nem sempre as pessoas que estão ao seu redor prestam atenção no que você esta pensando e nas suas angústias

Victoria Diógenes disse...

O conto fala sobre Iona, que pensava que tinha amigos,mas ao seu filho morrer, ninguém queria lhe escutar sobre a morte de seu filho e como estava sua família naquele momento. É um conto bem interessante pela forma de que é narrado e pelo contexto que pode se encaixar na vida de muitas pessoas.