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terça-feira, 26 de setembro de 2023

Questões sobre o livro 1984.

Exatamente como intitula o livro, a história passa-se em 1984. A narrativa revela um futuro distópico em que o Estado é extremamente autoritário e impõe um regime de vigilância sobre a sociedade. O romance acontece na cidade que um dia fora Londres, na fictícia Oceânia, território dominado pela repressão e pelo medo. As questões a seguir são norteadoras para leitura, não posto os gabaritos pois elas servem de elementos de pesquisa para os meus alunos, no entanto o uso delas é livre. 

1) Quem é o personagem principal? Descreva-o brevemente. 

 2) Qual é o cenário do romance? Escreva os nomes dos países e cidades. 

 3) Responda (V) para as afirmações verdadeiras e (F) para as falsas.

 a) ( ) Winston trabalha no Ministério do Amor. 
 b) ( ) Ogilvy tinha sido um verdadeiro herói. 
c) ( ) Winston acha que um dia desses Syme será vaporizado. 
d) ( ) Em 1984, era perigoso fazer qualquer coisa sozinha, mesmo dar uma volta. 
e) ( ) Os amigos de Winston foram vaporizados nos anos 50. 

4) Quais são os três slogans do partido? Escreva-as da maneira como são mostradas no romance. 

5) O que aconteceu com os artigos de notícias reescritos depois que Winston os coloca no tubo pneumático? Qual a importância desse acontecimento?

6) Descreva o objetivo do Newspeak e como ele funciona. 

7) Descreva o que acontece quando Winston vai ao antiquário. Quem ele vê quando sai de lá? 

8) Resuma a explicação de Julia sobre o significado do puritanismo sexual do grupo.

9) O que O’Brien sabe que surpreende Winston? 

10) Enquanto Winston está se exercitando no Crimestop, ele grita: “Julia! Julia! Julia, meu amor! Julia! ”O que isso mostra sobre ele? O que acontece com ele? Com quais consequências? Inclua sua conversa na sala com O’Brien. 

11) Quem é o personagem principal? Descreva-o brevemente. 

12) Qual é o cenário do romance? Escreva os nomes dos países e cidades. Qual a importância desse acontecimento? 

13) Descreva o objetivo do Newspeak e como ele funciona. 

14) Descreva o que acontece quando Winston vai ao antiquário. Quem ele vê quando sai de lá? 

15) Resuma a explicação de Julia sobre o significado do puritanismo sexual do grupo. 

16) O que O’Brien sabe que surpreende Winston? 

17) Enquanto Winston está se exercitando no Crimestop, ele grita: “Julia! Julia! Julia, meu amor! Julia! ”O que isso mostra sobre ele? O que acontece com ele? Com quais consequências? Inclua sua conversa na sala com O’Brien.

quinta-feira, 20 de maio de 2021

A juíza que enxerga com o coração

 Entrevista Fictícia feita por.

Por Daniella Ribeiro Valim do 9º AM - Do Colégio Emília Marinho


                A entrevistada de hoje é a doutora Edna Fonseca, uma das melhores juízas de Rondônia, deficiente visual, a Dra. Fonseca lutou por acessos, preconceitos, e espaços durante sua vida inteira para hoje ser uma conceituada Juíza. Vinda de uma pequena cidade na Rondônia, hoje sente muito orgulho a onde chegou.

Foto meramente ilustrativa

- Como foi a sua infância?

- Eu sempre fui uma criança feliz, sempre corri, sempre brinquei, apesar de todas as dificuldades que eu e meus pais passavam. Nós morávamos em uma casa simples em Castanheiras, município pequeno, de mais ou menos dois mil habitantes, na Rondônia. Eram minha mãe, meu pai, eu e mais seis irmãos. Quando eu tinha onze anos meu pai se envolveu com álcool, parou de trabalhar, e a situação da minha família que já não era boa, ficou pior. Meu pai voltava para casa depois de dias fora, então minha mãe teve que começar a trabalhar, eu e meus irmãos ficávamos em casa, estudávamos, limpávamos, cozinhávamos tudo por conta própria, sempre cuidamos e tivemos uns aos outros. Tudo ficou mais difícil, quando meu irmão de apenas seis anos morreu atropelado, aquilo devastou a família. Meu pai sumiu de vez, minha mãe trabalhava dia e noite, meus outros irmãos mais velhos largaram a escola para poder trabalhar também e foi aí que eu decidi que mudaria a vida da minha família, mas a cegueira me atingiu por falta de vitamina A, o que novamente atrapalhou tudo, eu não via uma saída, para mim era o fim. Depois que perdi a visão, me afundei em mais um problema, a depressão, não tinha ânimo para nada, só queria que tudo acabasse.

- E como foi superar a depressão tão nova?

- Eu me sentia mal, estava a um fio, mas quando via minha mãe que chorava no quarto ao chegar do trabalho, pela sobrecarga, preocupação e a saudade do meu irmão, eu sabia que tinha que passar por cima de qualquer obstáculo pela minha mãe. Isso me deu muita força, então sempre estudei demais, sempre fui muito esforçada, sempre trabalhei e ajudava minha mãe como podia. Com o tempo eu fui percebendo que a minha deficiência não me limitava a nada, eu era capaz, foi quando eu decidi que podia e conseguiria ser sim, uma pessoa de muito sucesso.

- Por que você escolheu trabalhar na justiça?

- Em Rondônia, além de todos os outros problemas, a justiça sempre foi muito falha, no Brasil todo, na verdade. Mas onde cresci era nítido que nada funcionava como deveria funcionar, eu não podia enxergar, mas sabia que o povo precisava de ajuda, foi assim que decidi que queria fazer justiça, para todos aqueles com quem eu cresci, todos aqueles que nunca foram escutados, todos aqueles que precisavam de ajuda desesperadamente.

- Você sofreu pela sua deficiência?

- Com certeza. A verdade é que o mundo não é preparado para nós, não existe espaço para nós, é por isso que precisamos conquista-los cada vez mais. Quando perdi a visão, sofri muito bullying na escola, apelidos, pegadinhas, sumiam com as minhas coisas, brincadeiras de mau gosto em geral. Isso me abalava demais, sofri demais, chorava, me recusava a ir para escola e até cheguei a querer morrer por essas “brincadeiras”. Meus irmãos sempre foram muito carinhosos e protetores comigo, sempre me apoiaram e encorajavam, com eles eu aprendi que as pessoas que faziam tais “brincadeiras” não tinham educação em casa, e provavelmente faziam aquilo porque tinham problemas e descontavam no próximo, isso me consolava. Não sofri só na escola, cheguei a ser desclassificada de um concurso público, não era contratada em nenhum emprego, e em todos os lugares que eu ia não era adaptado para pessoas deficientes visuais. Quando finalmente consegui, depois de muita luta, entrar em uma faculdade, também sofri, as pessoas da faculdade me excluíam, faziam piada e a faculdade não era totalmente pronta para pessoas como eu. Mas é muito injusto eu falar que sofri bullying a minha vida inteira e nunca tive amigos, na verdade, tive sim, não muitos, mas amigos de verdade, dos quais eu sempre pude contar, sempre me apoiaram e me amaram.

- Hoje em dia você acha que todos estes problemas foram solucionados? Acha que os espaços são ocupados por pessoas como você? Que os lugares estão adaptados o suficiente?

- Muita coisa melhorou desde a minha juventude, a acessibilidade certamente aumentou, hoje já vemos muito mais representatividade e pessoas deficientes ocupando cargos de respeito, mas com toda certeza, está muito longe de todos os problemas serem solucionados. A nossa sociedade ainda é capacitista, e não há um preparo completo para lidar com as diferenças, ainda sofro preconceito, ainda sou subestimada, ainda sofro com falta de acesso, eu e todas as outras pessoas deficientes. É uma luta que não se cessa, é cansativo, mas de pouco em pouco vamos cada vez mais conquistando espaços e buscando nossos direitos como cidadãos.

- Qual conselho você deixaria para as pessoas deficientes?

- Jamais desista! Nunca! A vida é muito curta para nos limitarmos por nossas deficiências. Nós somos capazes e temos direitos como qualquer outra pessoa, não abaixem a cabeça para ninguém, você pode, você consegue. Não ligue para comentários maldosos, olhares tortos, você é lindo, por dentro e por fora. Cada dia que se passa, conquistamos mais e mais, e assim continuaremos, nunca percam a fé, e se divirtam, pois, a vida é curta demais para nos lamentarmos.


segunda-feira, 28 de setembro de 2020

Capitães da Areia

 

Capitães da Areia
(…)
Os acontecimentos se precipitaram, porque Raul teve que fazer uma viagem ao Rio de Janeiro, a negócios importantes de advocacia. E o Sem-Pernas achou que não havia melhor ocasião para o assalto.
Na tarde em que se foi, mirou a casa toda, acariciou o gato Berloque, conversou com a criada, olhou os livros de gravura. Depois foi ao quarto de dona Ester, disse que ia até o Campo Grande passear. Ela então lhe contou que Raul traria uma bicicleta do Rio para ele e então todas as tardes ele andaria nela pelo Campo Grande, em vez de passear a pé. O Sem-Pernas baixou os olhos, mas antes de sair veio até dona Ester e a beijou. Era a primeira vez que a beijava, e ela ficou muito alegre. Ele disse baixinho, arrancando as palavras de dentro de si:
– A senhora é muito boa. Eu nunca vou esquecer…
Saiu e não voltou. Essa noite dormiu no seu canto no trapiche. Pedro Bala tinha ido com um grupo para a casa. Os outros tinham rodeado o Sem-Pernas, admirando suas roupas, seu cabelo assentado, o perfume que evolava do seu corpo. Mas o Sem-Pernas meteu o braço em um, foi resmungando para seu canto. E ali ficou mordendo as unhas, sem dormir, angustiado, até que Pedro Bala voltou com os outros, trazendo os resultados do assalto. Comunicou ao Sem-Pernas que fora a coisa mais canja do mundo, que ninguém dera fé na casa, que todos tinham continuado dormindo. Talvez que nem no dia seguinte descobrissem o roubo. E mostrava os objetos de ouro e de prata:
– Amanhã Gonzales dá uma dinheirama por isso…
O Sem-Pernas fechava os olhos para não ver. Depois que todos foram dormir, ele se aproximou do Gato:
– Tu quer fazer um negócio comigo?
– Que é?
– Eu dou essa roupa, tu me dá a sua…
O Gato olhou cheio de espanto. A sua roupa era a melhor do grupo, sem dúvida. Mas era roupa velha, estava muito longe de valer a boa roupa de casimira que o Sem-Pernas vestia. “Tá doido”, pensou o Gato enquanto respondia:
– Se topo? Nem se pergunta.
Trocaram a roupa. O Sem-Pernas voltou ao seu canto, procurou dormir.
Na rua vinha dr. Raul com dois guardas. Eram os mesmos soldados que o haviam espancado na cadeia. O Sem-Pernas corria, mas doutor Raul o apontava e os soldados o levavam para a mesma sala. A cena era a mesma de sempre: os soldados que se divertiam a fazê-lo correr com sua perna capengando e o espancavam e o homem de colete que ria. Só que na sala estava também dona Ester, que o olhava com os olhos tristes e dizia que ele não era mais seu filho, era um ladrão. E os olhos de dona Ester o faziam sofrer mais que as pancadas dos soldados, mais que o riso brutal do homem. Acordou molhado de suor, fugiu da noite do trapiche, a madrugada o encontrou vagando no areal.
No outro dia, à noite, Pedro Bala viera trazer o dinheiro da sua parte no furto. Mas o Sem-Pernas o recusou sem dar explicações. Depois Volta Seca chegou com um jornal que trazia notícias de Lampião. Professor leu a notícia para Volta Seca e ficou vendo as outras coisas que o jornal trazia. Então chamou:
– Sem-Pernas! Sem-Pernas!
O Sem-Pernas veio. Outros vieram com ele e formaram um círculo. Professor disse:
– Isso aqui é com tu, Sem-Pernas…
E leu uma notícia no jornal:
Ontem desapareceu da casa número… da rua…, Graça, um filho dos donos da casa, chamado Augusto. Deve ter se perdido na cidade que pouco conhecia. É coxo de uma perna, tem treze anos de idade, é muito tímido, veste roupa de casimira cinza. A polícia o procura para o entregar aos seus pais aflitos, mas até agora não o encontrou. A família gratificará bem quem der notícias do pequeno Augusto e o conduza a sua casa.
O Sem-Pernas ficou calado. Mordia o lábio. Professor disse:
– Ainda não descobriram o furto…
Sem-Pernas fez que sim com a cabeça. Quando descobrissem o furto não o procurariam mais como a um filho desaparecido. Barandão fez uma cara de riso e gritou:
– Tua família tá te procurando, Sem-Pernas. Tua mamãe tá te procurando pra dar de mamar a tu…
Mas não disse mais nada, porque o Sem-Pernas já estava em cima dele e levantava o punhal. E esfaquearia sem dúvida o negrinho se João Grande e Volta Seca não o tirassem de cima dele. Barandão saiu amedrontado. O Sem-Pernas foi indo para o seu canto, um olhar de ódio para todos. Pedro Bala foi atrás dele, botou a mão em seu ombro:
– São capazes de não descobrir nunca o roubo, Sem-Pernas. Nunca saber de você… Não se importe, não.
– Quando doutor Raul chegar vão saber…
E rebentou em soluços, que deixaram os Capitães da Areia estupefatos. Só Pedro Bala e o Professor compreendiam, e este abanava as mãos porque não podia fazer nada. Pedro Bala puxava uma conversa comprida sobre um assunto muito diferente. Lá fora o vento corria sobre a areia e seu ruído era como uma queixa.

AMADO, Jorge. Capitães da Areia. São Paulo: Companhia das Letras, 2009. p. 127-130.

Capítulo II – O emplasto

Capítulo II – O emplasto
Com efeito, um dia de manhã, estando a passear na chácara, pendurou-se-me uma ideia no trapézio que eu tinha no cérebro. Uma vez pendurada, entrou a bracejar, a pernear, a fazer as mais arrojadas cabriolas de volatim, que é possível crer. Eu deixei-me estar a contemplá-la. Súbito, deu um grande salto, estendeu os braços e as pernas, até tomar a forma de um X: decifra-me ou devoro-te.
Essa ideia era nada menos que a invenção de um medicamento sublime, um emplasto anti-hipocondríaco, destinado a aliviar a nossa melancólica humanidade. Na petição de privilégio que então redigi, chamei a atenção do governo para esse resultado, verdadeiramente cristão. Todavia, não neguei aos amigos as vantagens pecuniárias que deviam resultar da distribuição de um produto de tamanhos e tão profundos efeitos. Agora, porém, que estou cá do outro lado da vida, posso confessar tudo: o que me influiu principalmente foi o gosto de ver impressas nos jornais, mostradores, folhetos, esquinas, e enfim nas caixinhas do remédio, estas três palavras: Emplasto Brás Cubas. Para que negá-lo? Eu tinha a paixão do arruído, do cartaz, do foguete de lágrimas. Talvez os modestos me arguam esse defeito; fio, porém, que esse talento me hão de reconhecer os hábeis. Assim, a minha ideia trazia duas faces, como as medalhas, uma virada para o público, outra para mim. De um lado, filantropia e lucro; de outro lado, sede de nomeada. Digamos: – amor da glória.
Um tio meu, cônego de prebenda inteira, costumava dizer que o amor da glória temporal era a perdição das almas, que só devem cobiçar a glória eterna. Ao que retorquia outro tio, oficial de um dos antigos terços de infantaria, que o amor da glória era a cousa mais verdadeiramente humana que há no homem, e, conseguintemente, a sua mais genuína feição.
Decida o leitor entre o militar e o cônego; eu volto ao emplasto.

ASSIS, Machado de. Memórias póstumas de Brás Cubas. Em: COUTINHO, Afrânio (Org.). Machado de Assis: obra completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1992. v. 1. p. 514-515.

 

quarta-feira, 5 de agosto de 2020

A fragilidade e a compunção de informações falsas.



Redação feita por Júlia Andrade Ávila do 9º Ano do Colégio Emília Marinho.
Gênero: Artigo de Opinião.

A expressão fake news ganhou as páginas dos jornais e a internet nos últimos anos. Primeiramente, precisamos entender que a fake news e o ato ou conduta do usuário se utiliza da plataforma para lançar informações falsas de determinada pessoa, coisa ou assunto, que após lançada ao público pode gerar grande propagação de ódio, manifestações contrárias, e levar até mesmo a ocorrência de fatos mais graves. 

Segundo, ao ver, todo aquele que se propôs a veicular, propagar, expor, informações que sabe ser inverídica deve responder por seus atos e sofrerá as consequências. Não podemos simplesmente responsabilizar a plataforma pelos resultados que geram tais informações, pois o usuário tem pleno conhecimento de suas responsabilidades. Por exemplo, o STF deu a ordem que se o Facebook não banisse páginas bolsonaristas, alegando que foram praticados atos de fakes news deveriam pagar uma multa de 1,92 milhões de reais. 

Por que não devemos responsabilizar as plataformas por deixar que esse tipo de notícia se espalhe? Pelo simples motivo de que você pode falar o que quiser em sua propriedade, mas não na propriedade alheia. Consequentemente, se uma determinada plataforma ou rede social (que são instituições privadas) decide banir usuários ou retirar páginas do ar, paciência. É um direito dela. Então não deve ser uma responsabilidade da plataforma, pois a única pessoa responsável por diferenciar fato de ficção é o individuo. 

A liberdade de escolher e de pensar por conta própria é um dos mais sagrados atributos do indivíduo. Porém, infelizmente, nos últimos anos, várias pessoas adotaram a atitude de colocar suas preferências políticas acima da responsabilidade individual. 

Em comum, ambos os lados criticam as fake news quando estas lhes são desfavorável. E quase sempre pedem a censura. Por isso, devemos ter cuidado com esse tipo de atitude pois tentar censurar e banir perfis que tem opniões diferentes e alegar ser “fake news”, além de ser arrogante é uma postura totalitária. 

As pessoas divulgam informações falsas às vezes sem terem consciência de que o estão fazendo mas muitas vezes agem com intenção. Tanto num caso quanto no outro os resultados podem ser desastrosos. Isso acontece porque as pessoas tendem a acreditar mais facilmente em informações que confirmem seu modo de pensar. 

Assim, uma falsa notícia pode gerar consequências inofensivas que vão desde cliques monetizado até atitudes mais severas como agressões físicas e psicológicas contra pessoas inocentes, ameaças a questões de saúde pública, como os movimentos antivacina, o discurso de ódio contra povos ou culturas diferentes e até mesmo a manutenção de sistemas governamentais totalitários. 

Tendo em vista os aspectos observados, as fakes news são um grande fator que geram consequências em nossa sociedade, pois fazem com que as pessoas acreditem em informações falsas e propaguem. Quando se tratam de informações falsas que disseminam ódio, manifestações contrárias é até mesmo fatores mais graves o indivíduo que espalhou a informação sofrerá as devidas consequências. Portanto, devemos deixar claro que, não podemos julgar opniões diferentes da nossa como fake news, pois liberdade de expressão e fake news são quesitos diferentes. 

Para solucionar esse problema, a escola pode ser uma grande aliada dessa luta e ensinar aos alunos como identificar notícias falsas e assim quando estiverem adultos a sociedade estará preparada para distinguir as informações falsas de verdadeiras. Devemos criar o hábito de não ler só o título da notícia, como também de verificar o autor, olhar a data da publicação, verificar a fonte e podemos utilizar sites que checam se as notícias são verídicas como a Agência Lupa, E-Farsas, Fake Check, Fato ou Fake, entre outras. Diante disto, se o indivíduo for responsável e seguir esses requisitos, ele saberá identificar as fake news e terá o conhecimento de que não se deve compartilhar esse tipo de informação.

Fake News? A culpa é nossa?


Redação feita por Lavinia de Freitas Peixoto do 9º Ano do Colégio Emília Marinho.
Gênero: Artigo de Opinião.


Fake news, circulação e manipulação de informações já eram debates centrais muito antes do surgimento das mídias sociais. No entanto, a rápida disseminação de desinformação nas mídias digitais tem se tornado, cada vez mais, objeto de estudo e debate para compreender diferentes fenômenos da atualidade: das eleições no Brasil até a boneca momo, passando por infodemia sobre Covid-19, Sleeping Giants e robôs nas redes. 

Cada um que é ativo nas redes, e que tem grupos de mensagens instantâneas, está sujeito a se tornar um braço de organizações criminosas que deliberadamente trabalham para produzir e distribuir conteúdo falso, usando lugares onde podem ter acesso à internet sem se identificar, celulares, cartões pré-pagos de dados, caso não pesquise antes, se a notícia é verdadeira ou não. 

Lucrar espalhando boatos ou inventando notícias que seduzem ao parecer verdadeiras exige planejamento e dinheiro, mas é uma prática que se tornou ‘modus operandi’ nas campanhas eleitorais.

Todo cuidado é pouco. Estamos falando de algo sério e perverso. Uns chamam de guerra ideológica; outros de contrainformação; outros ainda de defesa estratégica. Mas você e eu, acostumados a tratar informação como serviço público, podemos chamar de crime — contra o qual não há punição, nem investigação eficiente. As autoridades públicas ainda patinam nesse tema. A Justiça ainda não tem leis que tipifiquem o delito e que salvaguardem as potenciais vítimas. 

Porém, esse é um problema que deve se agravar. a difusão de conteúdo falso se dá mais pelo comportamento das pessoas do que pela ação dos bots criados para replicar mensagens e influenciar o debate público. Sendo assim, defendo a tese de que é necessário ensinar as pessoas a adotarem o modelo mental e pensamento crítico de um jornalista no momento de compartilhar alguma informação. Esse pode ser o antídoto para um combate concreto das fake news. Além da nossa responsabilidade de cidadania digital, temos nossas empresas e nossos clientes todos os dias sofrendo com este problema, que impacta a reputação de pessoas e marcas. 

Concluo assim, que antes de compartilhar qualquer tipo de conteúdo, é necessário pesquisar a veracidade da informação.

Fake news e suas consequências.



Redação feita por Beatriz dos Santos Silva do Colégio Emília Marinho.
Gênero: Artigo de Opinião.

Fake news é o termo em inglês para “notícias falsas”; em sua maioria tem como prioridade difamar e prejudicar aqueles que são o alvo da matéria, como pessoas com grande reconhecimento em canais de comunicação (internet e televisão, principalmente) e pessoas envolvidas em atividades políticas.

Notícias irreais existem desde que o mundo é mundo e isso não é novidade para ninguém, um exemplo disso é o fato de que durante a Guerra de Cuba (1898) houve a manipulação de jornais com o objetivo de persuadir a população; notícias falsas tem mais de 70% de chance de serem mais compartilhadas do que notícias reais, segundo um estudo feito pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) nos Estados Unidos, que foi publicado pela revista Science. Os principais canais de compartilhamento desse tipo de notícias são as redes sociais, como WhatsApp, Facebook e Twitter; a disseminação desse tipo de conteúdo, que geralmente e compartilhado por aqueles que que não detém conhecimentos básicos de política, economia e ciência pode causar consequências para a sociedade, como por exemplo a possível criação de uma sociedade sem pensamento crítico. Afinal uma sociedade que não questiona, também não consegue analisar uma notícia e determinar se ela é verdadeira ou falsa.

Uma das muitas maneiras de conter esse “vírus” que está instalado na sociedade é prestando atenção no tipo de conteúdo que você está compartilhando e quais foram suas fontes de pesquisa. Prefira sempre compartilhar a verdade.